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Sinopse
Gabbeh é um tipo de tapete persa muito peculiar.
Os seus motivos, imagens ou desenhos são extraordinariamente criativos
e sempre diferentes: não há dois iguais. Nos motivos tecidos manifestam-se
pedaços inspirados na vida quotidiana, tribal, as paisagens que se percorrem
ou as histórias de amor que se vivem... ou que nunca se chegam a consumar.
Um gabbeh é como um fotograma congelado de uma parte da vida, como a página
de um livro, como o troço de um hieróglifo tecido, um fragmento
de um velho código.
No sudeste do Irão, as tribos nómadas especializadas em tecer o
gabbeh estão em vias de extinção.
Na margem de um rio, uma anciã lava o seu gabbeh e parece manter uma conversa
com a magnífica tapeçaria. Entre os seus desenhos surge também
a imagem de uma jovem chamada Gabbeh, disposta a contar-lhe a história
do seu amor.
Como a sua família a proibiu de se unir ao homem que ama, Gabbeh, durante
uma viagem com a tribo, contempla à distância o seu amante, que os
segue a cavalo pelos montes, os rios e a neve.
Mas há outra história paralela à de Gabbeh. É a do
seu tio Sayahi, antigo professor da escola e poeta que voltou da cidade, onde
viveu durante muito tempo, para se estabelecer com a sua tribo natal. Aí
poderá ensinar aos meninos como conseguir das flores as maravilhosas cores
que ajudarão a tingir a lã do gabbeh.
Um dia descobre o amor. A tribo chega perto de uns poços de petróleo.
Floresce uma multidão de futuros gabbehs. Sayahi e a sua mulher erguem
uma tenda junto ao rio. A anciã prossegue a sua conversa. A seu lado, o
marido escuta-a.
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