SOBRE A PRODUÇÃO

 

Tadjiquistão, uma das mais antigas repúblicas da Ásia Central Soviética é actualmente um Estado independente, situado entre a China, o Afeganistão, o Uzbequistão, e o Kirguistão. Noventa e três por cento do território consiste em barreiras montanhosas e metade fica a mais de 3000 metros acima do mar. O clima é de extremos, com temperaturas que vão de quarenta graus positivos a sessenta negativos, em qualquer altura.

É a terra natal de Bakhtiar Khudojnazarov, que agora vive no Ocidente, onde voltou para rodar o seu terceiro filme, LUNA PAPA, no seguimento de BRATAN e KOSH BA KOSH. Para o filmar Khudojnazarov escolheu, Khojand,  o triângulo onde se unem o Tadjiquistão, o Uzbequistão, e o Kirguistão. Numa região que mistura o deserto pedregoso com a barragem de Karakum, foi construída propositadamente uma aldeia inteira, incluindo as ruas, o rio e o porto. A equipa de construção era composta de cerca de 140 pessoas, além dos oitenta técnicos da equipa de filmagem.

É um país primitivo, já imprevisível por natureza, que se tornou politicamente explosivo devido à riqueza das suas reservas de urânio. Tanto Antonioni como Tarkovsky tentaram e falharam filmar aqui e qualquer equipa de filmagem deve estar preparada para surpresas.

A produção foi interrompida por três meses devido ao mau tempo e às cheias que obrigaram à reconstrução da aldeia. Noutra ocasião a instabilidade política e ataques por milícias armadas tornaram impossível o trabalho na região.

A complexidade da rodagem foi enfatizada pelo facto de se falar Russo, Tadjik-Farsi, Uzbek, Inglês, Francês e Alemão, e durou cento e setenta dias, entre Abril de 98 e Abril de 99. Durante todo esse tempo, o que ficou conhecido como “Terra de Ninguém” foi financiada com dinheiro do produtor Karl Baumgartner, da Pandora Film.

Mas, apesar de todas as dificuldades, o realizador nunca perdeu uma oportunidade de improvisar.

 


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