Contado por uma criança que ainda não nasceu, LUNA PAPA é um conto onírico sobre a perda da honra de uma família depois de um estranho conquistar uma jovem mulher.. Retrato tragico-cómico de Samarcanda, no Tadjiquistão e de toda a ebulição das novas repúblicas da Ásia Central, o filme é actualmente uma das coqueluche nos circuitos de arte & ensaio. Resta saber se não é excessivamente parecido com Kusturica. Preparem-se para uma nova espécie de Monty Python’s...

Rui Pedro Tendinha, NOTÍCIAS MAGAZINE, 02.07.00

 

Um grande filme… Lembra Chagall e Garcia Marquez. Um dos cinco ou seis filmes que fica para sempre na nossa memória.

Alberto Crespi, L'UNITÀ, 09.09.99

 

 

Um conto de fadas visionário e cintilante. Fantástico e sem constrangimentos.

Roberto Pugliese, IL GAZZETTINO, 09.09.99

 

 

Um talento excepcional do Tadjiquistão... imagine um Kusturica de Samarcanda, tão magistral mas com um universo próprio... Os cenários são tão fantásticos como os acontecimentos... a câmara é esplêndida.

Philippe Garnier, LIBERATION, 09.09.99

 

Um nome para recordar, um sinal de despertar para o cinema dos nossos dias.

Tobias Kniebe, SÜDDEUTSCHE ZEITUNG, 10.09.99

 

 

Com as suas personagens, a sua música , o seu universo visual onde tudo é permitido (vacas que voam, casa que andam, fetos que pensam), os seus actores de teatro que confundem as alegrias do palco com as penas da vida, o seu ambiente surrealista, os seus heróis sem prisões nem fronteiras que erram, divertidos, à procura de uma boa razão para continuar a gritar, rebentar a rir, respirar, LUNA PAPA faz-nos pensar, de uma forma irresistível, nos filmes de Kusturica, cineasta no qual é rigorosamente interdito não pensar quando se espreitam as bizarrias de Bakhtiar Khudojnazarov.

LUNA PAPA, onde a reflexão sobre a identidade flutuante se mistura com o delírio franco, é o equivalente fílmico a pratos saborosos, onde o abuso de especiarias ameaça paradoxalmente as nuances da comida.

Olivier de Bruyn, PREMIÈRE, Maio de 2000

 

 

BRATAN, o primeiro filme, tinha um comboio como espinha dorsal e gerador da ficção. As suas paragens e arranques organizam a narrativa, acolhem os passageiros, encontros e acidentes, mas traçam uma via linear num espaço marcado pela desertificação e propício à contemplação pura.

Aqui trata-se de outro registo, onde Khudojnazarov convoca um leque de máquinas voadoras, rolantes, derrapantes para melhor desestabilizar a linearidade, pregando uma desordem que recusa prioridades. A trama é similar à de BRATAN; trata-se de novo da procura do pai, neste caso o do narrador, tagarela, mas ainda embrionário.

O cineasta acaba por nos conduzir a soltar as últimas amarras que nos prendiam a terra firme: chuva de vacas ou um telhado que voa graças a ventoinhas. Khudojnazarov deu um grande passo em direcção à unanimidade.

Bertrand Loutte, LES INROCKUPTIBLES, 02.05.2000

 


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